7ª Edição 2020

Edição

#7

Artistas locais, nacionais e internacionais da arte urbana mundial num festival gratuito, plural e pleno de efervescência cultural em Fortaleza,

A 7ª. Edição do Festival traz graffiti, murais, instalações, mobiliário urbano, esculturas sonoras, performances, rodas de conversa, oficinas, além de parcerias sociais pioneiras

Texturas, cores e nuances. A paisagem urbana vai muito além de asfalto e cimento. Numa esquina esquecida, um prédio cinza desbotado magicamente transforma-se do dia para a noite com muito talento e litros de tinta. Mais adiante aquele lugar inóspito e silencioso, vira um parque pleno de brinquedos, invadido pelo som de crianças rindo alto. Aquela pracinha abandonada e sem graça, agora conta com uma linda escultura sonora. E assim o que era incolor, desbotado e vazio, vira som, cor e vida. Revitalizado, o desprezado vira contemplado. Ressignificado, o que era marginal descobre-se principal.

Essa é a essência do Festival Concreto, descobrir potencialidades e exaltá-las. Emerge uma outra Fortaleza, de paredes cheias de cores a modificações da paisagem com mobiliário urbano e esculturas sonoras. A sensação de mudança é percebida ao poucos por toda a capital.

Com o patrocínio da ENEL, por meio da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará e com o apoio de diversos parceiros, a 7a. edição do Festival tem início no dia 20 de novembro e segue até o dia 28, com a presença de artistas cearenses, nacionais e internacionais. Dentre os países, estão confirmados artistas do México, Colômbia e Alemanha.

Na programação, desde atividades de formação, residência artística, instalações e intervenções diversas, desfile de moda, seminário virtual, lançamento de livro, mostra de vídeos, até bazar de compra de obras de arte.

Nesta edição o Concreto busca outros rumos. O local principal será o Conjunto Residencial José Euclides Ferreira Gomes, no Grande Jangurussu. O residencial é oriundo do programa de habitação popular Minha Casa Minha Vida e acolhe 1.488 famílias, oriundas do entorno dos rios Maranguapinho e Cocó. A ideia de levar o Concreto para um local no qual houvesse maior concentração de pessoas em condição de vulnerabilidade social não foi por acaso, surgiu a partir da parceria em 2019 com o Influencer digital Suricate Seboso, que é morador no residencial. O objetivo dessa localidade como ponto central do festival nessa edição, passa não só pela transformação de espaços, mas de vidas.

Iniciou-se em Agosto de 2020 a implantação de uma ZONA FRANCA DE ARTE E CULTURA URBANA - um laboratório artístico permanente que tem início na pré produção desta edição e pretende ser perene, através das futuras ações da Amplitude - Escola de Arte Urbana. Neste primeiro momento, iniciamos a pintura de alguns prédios com obras de artistas locais no Conjunto Residencial José Euclides, . Esta ação visou a aproximação do Festival com a comunidade, abrindo um diálogo entre os moradores e os artistas, preparando as pessoas pro que há de vir. O Festival que será no final de novembro, trará artistas convidados e diversas ações buscando uma melhoria de vida para os habitantes desta comunidade.

Atividades

As atividades seguem durante 09 dias com ações variadas: pinturas de murais e grafite, palestras, oficinas, shows musicais, performances, mostra de vídeos, implantação de uma midiateca móvel, instalações urbanas, mobiliário urbano em outras coisas.

Sobre o Festival Concreto

“Criar uma galeria a céu aberto”. Essa era a proposta inicial do Festival, segundo Narcélio Grud, seu idealizador.

Na sua sétima edição, o projeto já apresentou mais de 600 artistas. Grafite, mobiliário urbano, bazares, oficinas, palestras, festas, muitos questionamentos e inúmeras criações as quais, utilizando-se do potencial arquitetônico da capital, objetivam criar um cenário novo para a cidade.

Os propósitos se expandiram, assim como o Festival, cujos objetivos vão muito além de intervir, produzir e difundir a arte urbana. O Concreto visa também promover o diálogo com culturas diversas, bem como ampliar seu poder de voz no âmbito da responsabilidade social, trazendo para si esse compromisso, de forma crescente a cada edição. A parceria com o Suricate Seboso, mais forte nesta edição, é mais um passo nessa direção.

Tal qual os artistas, que precisam dialogar com a intensidade de luz na cidade do Sol e saber trabalhar com seus contrastes, o Festival Concreto lida com a adversidade constante da cidade e seus panoramas caóticos. O Concreto mostra a arte urbana como possibilidade de transformação social, capaz de traçar novos caminhos no processo de desenvolvimento, e progresso da civilização; transmitindo, através da criação e observação uma série de valores, tradições e ideologias que vem fortalecer, reformular e regenerar a identidade do lugar, demonstrando que mesmo num cenário por vezes hostil, a beleza urge em se sobrepôr ao caos.

O Festival Concreto e o mobiliário urbano

A Amplitude – Escola de Arte Urbana, onde funciona também o ateliê de Narcélio Grud, no Benfica, as ideias vão muito além das tintas. Por seu peculiar caráter criativo, utilitário e sustentável, o mobiliário urbano sempre esteve presente na cabeça do idealizador do festival e entrou na segunda edição do Concreto, ganhando mais e mais destaque a cada ano.

Na primeira edição foi pensada uma linha de mobiliário urbano mais ligada à arte urbana, com apelo criativo e artístico, para além do que o mercado convencional oferecia. Em 2015 foi criada a Arquibancada para o pôr do sol, na Praia de Iracema. Os objetos utilizados para uso como base foram feitos de concreto. Foram elaborados sofás, esculturas, jogo de postes, bocas de lixeiras e protetores de árvores. Na segunda edição, em 2016 (e terceira do Festival), a proposta foi ainda mais ousada com a proposta de revitalização do espaço das caixas d´água no Benfica. Espaço que se encontrava em estado de completo abandono. A área foi requalificada com limpeza, implantação de esculturas, enormes balanços e muita pintura e foi cenário do evento de encerramento do Festival.

Em 2017-2018 foram elaborados os “Parques criativos”, sendo um no Jangurussu. O projeto foi contemplado pelo Edital Cultura da Infância pela Secult CE. Desde então são produzidos no Ateliê do Festival Concreto e Escola Amplitude, vários objetos de mobiliário urbano e diversas esculturas sonoras.